13/08/2019 às 12h57min - Atualizada em 13/08/2019 às 13h00min

Com potencial de atrair US$ 400 milhões em investimentos nos próximos 20 anos no Brasil, bioeconomia abre portas para inovação e sustentab

Tema foi o foco do Fórum e Prêmio Brasil Bioeconomia, cuja segunda edição ocorreu na última quinta-feira, em São Paulo

DINO
Fórum e o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019

São Paulo, 12 de agosto de 2019: Uma realidade que movimenta mais de US$ 2 trilhões globalmente e que pode atrair um investimento para o Brasil na ordem de US$ 400 milhões nos próximos 20 anos, além de gerar 217 mil postos de trabalho qualificados e a instalação de 120 biorefinarias no mesmo período, a bioeconomia cresce cada vez mais no país e já pode ser observada nos mais inovadores avanços da biotecnologia e microbiologia, hoje aplicados a diversos processos industriais para produzir mais utilizando menos recursos.

Os dados foram divulgados durante o Fórum e o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019, promovidos pela Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), na última quinta-feira, em São Paulo. Na ocasião, representantes da indústria, governo, investidores, academia e sociedade civil discutiram como fomentar inovação, criar parcerias e amadurecer ideias sobre o papel desempenhado pela biologia molecular, engenharia metabólica, biodiversidade e as biorrefinarias no desenvolvimento de uma próxima onda de progresso para o Brasil.

Durante o evento, os presentes conheceram várias iniciativas que já estão revolucionando a indústria. Entre elas, uma superlevedura com altos rendimentos de fermentação, uma alteração na quantidade de mexilhões fêmeas que permite um controle eficaz de populações invasoras em reservatórios e instalações elétricas, substituindo o controle químico e gerando ganho de US$ 120 milhões por ano para o setor, além de uma cana-de-açúcar geneticamente modificada e mais adequada ao processamento industrial, mais fácil de ser digerida e com maior valor nutricional para os animais ruminantes.

Na área da beleza, um tratamento capilar com recarga de proteína dirigida especificamente para a área danificada dos cabelos e tintura e alisamento à base de resíduos também chamaram a atenção, assim como o uso de uma substância da madeira que permite a diminuição de produtos de origem fóssil.

De acordo com a ABBI, segundo dados globais do setor, a bioeconomia tem potencial para evitar a emissão de até 2,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano, reduzir a importação de mais de 130 bilhões de litros de gasolina nos próximos 10 anos, além de substituir o uso de petroquímicos em 25% apenas na próxima década.

Desde junho, a Frente Parlamentar Mista pela Inovação na Bioeconomia (FPBioeconomia), que conta com o suporte da Associação Brasileira de Bioinovação, discute estabelecer uma Estratégia Nacional de Políticas para a Bioeconomia com o objetivo de ampliar a aplicação do conceito no país.

Durante o Fórum, o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019 premiou as soluções inovadoras da Braskem, na categoria Empresas Âncoras; GlobalYeast, entre as Startups & Scale-ups; e Bio Bureau, na seção ideia.

Vencedores:
Empresas Âncora: Braskem - MEG Verde
Start-ups & Scale-ups: GlobalYeast - XL4N (Levedura de alto desempenho para E1G).
Ideia: Biobureau - Controle Biotecnológico da Infestação do Mexilhão Dourado.


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